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Transporte de cargas: como um gerenciador de riscos ajuda a evitar perdas

23 de agosto de 2017

Em 2016, foram registradas 22.550 ocorrências de roubos de carga, segundo um estudo realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) que contempla 22 estados do Brasil. O número é 86% superior às ocorrências realizadas em 2011 e, deste total, 84% foram registradas no Rio e em são Paulo. A Firjan ainda afirma em sua pesquisa que, no Brasil, um caminhão é roubado a cada 23 minutos. Além dos riscos com roubos, o transporte de cargas também sofre com outros riscos, como acidentes, perda de carga por problemas de armazenagem ou de disponibilidade da frota, entre outros.

Frente a estatísticas como essas, o gerenciamento de risco no transporte de cargas, um processo que abrange toda a cadeia de movimentação, incluindo, além do transporte, distribuição e armazenamento de cargas, se torna indispensável. A adoção de um conjunto de ferramentas e medidas preventivas para minimizar os riscos existentes nessa atividade, garantindo que o produto esteja no local desejado dentro do prazo previsto e em conformidade, passa a ser prioridade para as transportadoras.

Adotar a melhor logística para a operação, utilizar veículos adequados para cada tipo de carga, cuidar das embalagens e da amarração dos volumes, lançar mão de controles informatizados de despachos e fazer uso de meios modernos de comunicação são medidas importantes de proteção e segurança do gerenciador de riscos.

Essas ações elevam os padrões de qualidade para etapas como transporte, armazenagem e manuseio da carga. E por que isso é importante? Porque além de essas melhorias contribuírem com a segurança e com os indicadores de desempenho logístico da operação, colaboram para a negociação e contratação de seguros para o transporte de cargas. As seguradoras, diante das mesmas estatísticas, também tomam suas precauções.

Quanto menor o número de ações preventivas e mais simplificado o plano de gerenciamento de riscos, piores serão os indicadores logísticos da transportadora, e, por conta disso, mais caro e restrito será o seguro para a frota.

Então, o primeiro passo é adotar ações de gerenciamento de risco que tragam mais segurança para a operação, como:

1. Evitar viagens, noturnas;
2. Programar paradas estratégicas;
3. Manter comunicação constante com os motoristas;
4. Criar políticas de treinamento e orientação dos motoristas.

O segundo passo é contar com o seguro adequado para a frota. Nesse quesito, estar atento às cláusulas contratuais estipuladas pela seguradora será fundamental no momento de requerer o ressarcimento ou prêmio decorrente de sinistros. E as informações a serem controladas são muitas, por exemplo:

1. Origem e destino da carga e a previsão de data e horário de chegada devem estar corretamente preenchidos nos documentos;
2. O tipo de carga transportada deve estar coberto por seguro obrigatório ou contratação adicional;
3. Se a cobertura é só para roubos ou também acidentes;
4. Se depende da imputação de responsabilidade pelo acidente;
5. Se cobre perda total e parcial da carga.

Todas essas informações, se desencontradas ou não esclarecidas corretamente, comprometem o recebimento do prêmio, o que representa prejuízo certo para a transportadora.

Por isso, os controles manuais devem ser abandonados, a automação logística deve ser usada para ajudar a empresa na luta contra essas estatísticas – com gerenciador de risco e também com controle de seguros para a frota. Um sistema de informação para logística fornecerá subsídios para analisar os indicadores logísticos da transportadora, elaborar planos de gerenciamento de riscos para os pontos mais vulneráveis da operação e gerir as apólices de seguro com a acuracidade e eficiência que o tema merece.

Fernando Alex de Carvalho
Executivo de contas e gerente de Produtos do Grupo Benner

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